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A evolução do segmento contábil: para onde vamos?

Empresas de contabilidade fazem uso da tecnologia e da colaboração para enfrentar novas exigências legais e estrutura fiscal mais rígida.

São Paulo, Dezembro de 2017 – A chegada de novas ferramentas tecnológicas específicas para o segmento contábil aliada à liberdade de escolha proporcionada por meio de serviços disponibilizados em ambiente Cloud traz novas possibilidades e agrega valor a este setor. São inúmeros os benefícios deste cenário e a adaptação a esta nova realidade é decisiva. Nos últimos dois anos, o número de empresas contábeis no Brasil passou de 80 mil para 60 mil, resultado de um mercado cada vez mais competitivo.

A tecnologia é o grande motor para uma das cinco principais tendências deste setor para 2018 e talvez para os anos subsequentes: a colaboração. Denominado Contabilidade Colaborativa, este conceito – lançado e disseminado no segmento contábil pela Wolters Kluwer – Unidade Fiscal e Contábil do Brasil –, vem de encontro a uma mudança no perfil do profissional desta área e representa, definitivamente, a evolução da contabilidade. Entre as vantagens deste modelo que interconecta três esferas – empresas contábeis, clientes e governo – para a realização de transações em ambiente Cloud, está a mobilidade, segurança e agilidade na troca de informações, gerando integração e cruzamento instantâneo de dados para garantir que todas as exigências sejam atendidas sem que haja divergências.

Para o cliente, este conceito significa total liberdade de escolha, enquanto para a empresa contábil pode representar a adoção de uma economia de escala. Para o governo, por sua vez, proporciona um gerenciamento de riscos mais eficiente e total adesão às políticas de conformidade. “Os escritórios provavelmente acabarão. O trabalho será feito na rua e da casa dos nossos clientes. No futuro, será quase impossível existir uma relação contratual e pessoal entre as duas pontas”, destaca Roberto Regente Jr., CEO da Wolters Kluwer – Unidade Fiscal e Contábil do Brasil.

Segundo o executivo, a Contabilidade Colaborativa abre espaço para mais quatro tendências no segmento contábil:

  1. Profissionais da área assumem papel consultivo: Com menos tempo dedicado a questões burocráticas, os profissionais de contabilidade passam a oferecer um serviço mais consultivo extremamente importante para a tomada de decisões de empresas de todos os portes.
  2. Clientes mais exigentes: Do outro lado, tais transformações originam um cliente muito mais exigente, que espera da empresa contábil muito mais do que gerar guias. Para a Pessoa Física, as empresas contábeis representam a gestão do patrimônio do contribuinte, enquanto para a Pessoa Jurídica são responsáveis por manter a conformidade com as exigências fiscais, trabalhistas e previdenciárias, evitando multas e impostos indevidos, além de garantirem a transparência das organizações.
  3. Nova forma de relacionamento e mídias sociais: Baseada na oferta de soluções que não serão mais executáveis, mas estarão na Nuvem disponíveis a qualquer momento, nasce uma nova forma de relacionamento que caracteriza a evolução do segmento contábil. Esta nova realidade conta inclusive com maior presença das empresas de contabilidade em redes sociais e novos canais de comunicação com o público.

“Até pouco tempo, muitos segmentos de mercado olhavam a tecnologia como um custo. Hoje, no entanto, ninguém vive sem tecnologia. A capacidade de cada um de nós digerir essa mudança pode refletir na nossa existência amanhã”, ressaltou Regente durante o Wolters Kluwer Fórum, evento destinado a clientes que destacou como a Transformação Digital, hoje muito difundida em diversos setores da economia, se aplica ao segmento de contabilidade.

  1. Novos documentos fiscais e contábeis

As novas exigências do governo trazem outras perspectivas que fazem parte do cenário de 2018, a começar pelo eSocial que será fraseado inicialmente para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões (janeiro / 2018), e posteriormente para as demais empresas (julho / 2018). O EFD-REINF (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais) chega como complemento ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas – eSocial.

Entre as mudanças, a NFS-e (nota fiscal eletrônica de serviços), que hoje segue um modelo diferente em cada município, deverá ser unificada para simplificar e padronizar o processo de emissão e escrituração (contador não terá que se adaptar aos mais diferentes modelos). As empresas de transporte de passageiros, por sua vez, deverão adotar um novo modelo de documento fiscal eletrônico denominado Bilhete de Passagem Eletrônica, que seria uma forma de NF-e para bilhetes de passagem. Além disso, o GTIN (Global Trade Item Number), identificador anteriormente chamado de códigos EAN, teve sua obrigatoriedade iniciada em setembro de 2017 para determinadas atividades de negócios e deverá chegar a todas as empresas em 2018.

Ainda entre as novas obrigatoriedades fiscais e tributárias, está o Bloco K – uma das partes de informação do SPED Fiscal ICMS/IPI – que neste ano chegou às empresas com faturamento superior a R$ 300 milhões ao ano que estejam posicionadas nas divisões 10 a 32 da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), e se tornará obrigatório também para empresas nesta classificação com faturamento igual ou superior a R$ 78 milhões ao ano em janeiro de 2018. No segmento tributário, a transmissão da DCTF WEB (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) – novo recurso que visa facilitar o processo de declaração de tributos e créditos, substituindo a já conhecida Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP) – torna-se obrigatória para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/07/2018.

As exigências são cada vez mais volumosas e rígidas. Nesse sentido, saem na frente as empresas de contabilidade que se adaptarem e aproveitarem as oportunidades deste novo cenário. “O amanhã está muito mais perto do que ele já foi, e o mercado contábil está passando por um movimento de consolidação que o mercado financeiro já passou há 20 anos. A maioria das empresas contábeis faz a mesma coisa há 20 anos e suas margens de lucro vêm reduzindo cada vez mais. Este é o momento para mudarmos esse panorama”, conclui Regente.

Sobre a Wolters Kluwer

A Wolters Kluwer N.V. (AEX: WKL) é líder global em serviços de informação e soluções para profissionais nos setores de saúde, fiscal e contabilidade, risco e compliance, finanças e jurídico. Ajudamos nossos clientes a tomar decisões críticas todos os dias, fornecendo soluções especializadas que combinam um profundo conhecimento de domínio à tecnologia e serviços especializados.

A Wolters Kluwer registou, em 2016, uma receita de € 4,3 bilhões. Sediada em Alphen aan den Rijn, na Holanda, a empresa atende clientes em mais de 180 países, mantém operações em mais de 40 países e emprega 19 mil pessoas em todo o mundo.

A Wolters Kluwer Tax & Accounting é líder em soluções de software, e com sua expertise ajuda profissionais fiscais, contábeis e de auditoria a observar complexas regulações e legislações, a gerenciar negócios e a aconselhar clientes com rapidez, precisão e eficiência. Localmente, a Wolters Kluwer – Unidade de Negócios Fiscal e Contábil no Brasil ajuda seus clientes em processos para tomadas de decisões críticas, com redução de custos e ganho em produtividade.

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